Direcionamento de Deus

Esta missão para nós membros da Comunidade de Aliança Cristo Libertador, é onde temos contato com o Cristo Libertador transfigurado, e por isso, é a nossa principal missão apostólica. Lá estão os alvos de nosso carisma, as meninas da Fundação CASA.

Quando vamos à Missão Alabastro vivemos como a experiência dos apóstolos no monte com Jesus, quando viram Ele transfigurado e ao seu lado Elias e Moisés.

Os apóstolos ficaram extasiados com aquilo que viam e viviam, é dessa mesma forma que ficamos quando vemos o Cristo se transfigurando através do carisma nessa missão.

Com isso, Deus nos chama a ser POSSIBILIDADE DE CÉU para cada uma que encontrarmos nessa missão, que nelas desperte o desejo de santidade para alcançarem a salvação. Ao adentrarmos em cada unidade, vamos para ser possibilidade de céu naquele lugar.

História da Missão

A missão Alabastro surgiu oficialmente em nossa missa de instituição comunitária, em 20 de julho de 2015, segundo o envio de nosso bispo regional Dom Devair Araújo da Fonseca.

Nosso Fundador e mais alguns membros, até então vocacionados de nossa comunidade, tiveram algumas experiências despretensiosas dentro da unidade masculina da Fundação Casa Masculina, na Vila Guilherme.

“Fomos ajudar a comunidade católica Instrumento de Deus, em dois domingos, e nem sabíamos que lugares como aqueles, seriam nossos campos de missão e de lapidação de nosso carisma.” (Guilherme Maggio)

Do envio missionário, até nossa entrada na unidade feminina de Taipas, rolou quase um ano, e só conseguimos iniciar nossas missões de evangelização em maio de 2016, uma vez por mês, todo segundo domingo. Logo na sequência, nas férias (julho) realizamos algumas “oficinas de artes” com as meninas desta unidade, e em fevereiro de 2017 assumimos a “evangelização semanal”, todas as quartas-feiras a noite. Junto com este compromisso semanal assumido, surge o nome “Alabastro”, inspirado em (Lc 7, 37-38).

Em março de 2017 iniciamos a missão Alabastro dentro da unidade Chiquinha Gonzaga, todo domingo de manhã, e junto com este inicio é adotado o nome “Cenáculo” para os encontros da missão.

Já em agosto de 2018, a comunidade atende a quatro unidades da Fundação Casa, incluindo o PAMI, que cuida de mães e bebês, além da Penitenciária Feminina de Santana.

Surgimento do termo “Alabastro”
“Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume.” (Lc 7, 37-38)

O trecho bíblico que nos inspira é o citado acima. Ele nos traz referências claras do que o Senhor espera desta missão. A passagem surgiu em 07 de setembro de 2016, dia da independência de nosso país. Na época entendemos que cada uma das meninas, até então atendidas em Taipas, eram como estes vasos, que traziam em si perfumes maravilhosos e únicos, porém desprezadas pelo mundo não o exalavam.

Como o vaso de alabastro possui um pequeno gargalo, para que seu líquido seja usado, é preciso quebrá-lo e então o líquido e o perfume possam ser utilizados. Assim são as meninas e meninos, que cumprem a medida socioeducativa com privação de sua liberdade, e os homens e mulheres encarcerados, no sistema prisional de nosso país. É necessário que se abram à ação do Espírito Santo, serem quebrados (as) no bom termo da palavra, abrirem mão de seus pecados, da casca que as (os) prende e que porta o líquido perfumado que o próprio Deus confeccionou. Esta foi nossa primeira moção.

Hoje quando olhamos para esta passagem riquíssima, e para a vivência que temos experimentado nas unidades que atendemos, nos colocamos nos vários papéis que a compõem e podemos ter um entendimento mais completo do que o Senhor reservou e reserva para nós. Quando nos colocamos na figura da pecadora, que leva até os pés de Cristo o vaso de alabastro, somos de fato esta figura que se reconhece inferior ao Messias, e no gesto humilde de prostração, o reconhecemos como nosso Senhor, e por quem vale a pena gastarmos todo o nosso melhor perfume e quem sabe, até quebrarmos o vaso.

O Cristo presente nas meninas, meninos, mulheres, homens e funcionários da Fundação e das Penitenciárias, são para nós sinais visíveis da presença real do Deus vivo, Jesus, o Cristo. Também podemos ousadamente, nos colocar na posição de Jesus que é cuidado pela pecadora, e recebe dela sua essência (perfume), sua verdade (choro) e seu carinho (enxugar com os cabelos), nos tornando assim amados e experimentando claramente a glória que só caberia ao nosso amado Deus.

Por fim, entendemos que somos os principais privilegiados em adentrarmos estes lugares, pois de uma forma ou de outra somos diretamente beneficiados pelo amor latente de nosso Senhor presente na vida daqueles, que por primeiro, são sonhos do Altíssimo e não condenados e condenadas ao fracasso como nos prega o mundo em que vivemos.

Somos instrumentos, que nos lançando à proclamação evangélica, poderemos contribuir com o RESGATE DA ESSÊNCIA DE JOVENS, HOMENS E MULHERES SEM ESPERANÇA. Inclusive o Senhor quando fala, fala plenamente, só não escuta quem não quer, e Ele falou! Nos mandou o nome da missão e o lema a ser utilizado: Alabastro – Um resgate da essência.

Surgimento do termo “Cenáculo”

As fundações Casa bem como os presídios em geral são muito assistidos por igrejas protestantes, o que faz com que toda expressão cristã que exerça seu apostolado dentro destas instalações tenha seu encontro religioso confundido com um culto protestante. Com base nesta dificuldade conceitual, e desejosos por deixar claro qual o carisma da missão, qual a nossa Igreja, e o que de fato estamos fazendo lá dentro, foi que em 27 de abril de 2017 nos surgiu a moção de que nossos encontros deveriam se intitular de “Cenáculos”. Esta moção surgiu no coração de nosso fundador e foi confirmada por membros de nossa comunidade.

“A frase que o Senhor coloca em meu coração é: ‘foi no cenáculo, em Pentecostes, que os vasos dos apóstolos foram cheios do Espírito Santo, e então houve o RESGATE DA ESSÊNCIA'”. (Guilherme Maggio)


O cenáculo foi o lugar por excelência em que Maria e os apóstolos puderam receber o Espírito Santo, e neste lugar que aconteceu o mandato missionário de nossa Igreja. São nesses cenáculos que queremos encontrar com Jesus, quebrar e sermos quebrados, para que o melhor de nossa essência seja transbordada, e esvaziados de nós mesmos possamos nos encher com o Espírito Santo de Deus que nos garante o bom odor de Cristo.