Viver é isso…

Escolhas e mais escolhas. Somente escolhas! Onde as angústias acontecem, porque dizer SIM para algumas coisas é dizer NÃO para outras e o ser humano tem dificuldades nesse ponto.

São as escolhas que definem o que você é ou que se tornará. É nas escolhas que há o medo da perda! Escolher é perder! E quem não perde não ganha. Mas é importante mudar. Não podemos ter heteronomia, nem amônia, mas sim, AUTONOMIA! Esse é o melhor caminho, pois gera independência e sustento. É importante saber para onde ir, pois assim se encontra o sentido da vida, o nosso direcionamento.

Disse meu professor na aula de Existencialismo: “A arte de formar-se é assumir o duro parto de si mesmo!”. Não ser do mundo mas estar no mundo é maturidade! É preciso montar um projeto de vida, saber lidar com limites, saber seu papel. Quanto mais segura é a pessoa, mais percebe seus valores e limites, melhor resolvida ela é.

Precisamos sempre revisitar as coisas da vida, aquilo que sabemos. A crise, por exemplo, é oportunidade de revisitar as coisas da vida para dar novo sentido na caminhada, seja vocacional, religiosa, enfim, dia-a-dia.

Em “O Livro dos Abraços”, Galeano traz a frase: “quando eu ficar muda de beleza para enxergar o mundo, você me ajuda a olhar!”, aqui me veio uma reflexão de uma pergunta que certa vez recebi: “eu te influencio Letícia?”. Me deparei com essa resposta: “Você me ajuda a olhar!”

Uma comunidade não é complicada, sim complexa. Onde complexo significa tecer juntos!

A vida é entendida como um projeto de escolhas. Com angústias, com a exigência de mergulhar na existência, na consciência e assumir responsabilidades. Lembrando que o sentido da pertença não pode anular a minha individualidade. Devemos criar circunstâncias, pois elas fazem nossa existência e, criando condições, a vida se recompõe.

Quem não vive para servir, não serve para viver!

Portanto, para ter sentido na vida é preciso ter paixão pela vida, valorizar a comunidade/sociedade, compromisso com o mundo e experiência com Deus, acima de tudo. Pensar e agir diferente, para ter resultados diferentes. Educar é “re-dar” a palavra, ou seja, tornar a dar, lançar as redes novamente.

Veja a passagem dos pescadores que, em obediência ao Senhor, lançam suas redes mesmo após terem trabalhado muito e nada terem pescados. Acreditavam que nada conseguiriam dali, mas para o Senhor nada é impossível e Ele faz, basta confiar, se lançar à vontade d’Ele. Viver é isso: descobrir o plano de Deus para a vida!

Paz e Fogo,
Letícia Oliva