No último domingo celebramos a Assunção de Nossa Senhora, e meditando o Evangelho em que São Lucas conta que durante uma viagem em direção a Jerusalém, Jesus foi abordado por uma pessoa que lhe perguntou: “Senhor, são poucos os que se salvam?” E Jesus em toda sua sabedoria o responde dizendo: “esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque muitos, digo-vo-lo Eu, tentarão entrar sem conseguir.”

 

Quando Jesus se refere a porta, não se trata de uma questão de número, mas do caminho que nos conduz a salvação, e esse caminho é Jesus. Tal porta é estreita para que possamos nos conter, conter nosso medo e orgulho, abrirmos mão das nossas certezas e termos um coração humilde e cheio de confiança Nele. É estreita, para que nos reconheçamos pecadores e necessitados do seu perdão. A porta está completamente aberta, basta entrar!

Ele é a porta da vida, plena, reconciliada e feliz. Quando há o contato com o amor e a misericórdia de Deus, há uma mudança autêntica. E a nossa vida é iluminada pela luz do Espírito Santo: uma luz inesgotável!

 

 

Muitas vezes caminhamos e encontramos a porta fechada, mas poderia um Deus de tanto amor fechar a porta? Pensemos um pouquinho, o que nos impede de atravessar a porta? Orgulho, soberba, meus pecados. Perdão! A porta da misericórdia exige de nós perdão. Nossa vida não é uma novela ou um jogo de videogame, onde somos convidados à apenas passarmos de fase, somos convidados ao objetivo mais importante: a salvação eterna!

Assim como Nossa Senhora é a porta do céu, que possamos pedir a ela toda a ajuda necessária para passarmos pela porta, e que ela nos ajude a acolher as ocasiões que o Senhor nos oferece para atravessar a “porta da fé e entrar assim numa via mais larga: é a estrada da salvação capaz de acolher a todos os que se deixam envolver pelo amor. É o amor que salva, o amor que já aqui na terra é fonte de beatitude de quantos, na humildade, na paciência e na justiça se esquecem de si e se doam aos outros, especialmente aos mais fracos”.