Caro leitor, a paz do Cristo Libertador!
Para o Somos Igreja dessa semana, eu gostaria de propor uma reflexão acerca do texto do Beato Anacleto Gonzáles, que foi mártir Mexicano, fonte de inspiração de São José Sanchez del Rio, o nosso amigo “Joselito”.
Sim, poderíamos aproveitar a data para fazermos muitas reflexões acerca do Natal, porém, imagino que muito será escrito e meditado sobre esse tema, e eu quis ser dócil ao Espírito Santo que me impulsionou a compartilhar esse texto com você!
Importante ressaltar que os três inimigos da época, mencionados por Anacleto são: Protestantismo, Maçonaria e a Revolução.
No entanto, o convite para você é atualizar / ou não esses inimigos, para falsas ideologias, o capitalismo, vícios entre tantos outros que impactam diretamente a sua vida.
Peço ao Espírito Santo que inquiete o seu coração assim como inquietou o meu a partir da exortação desse homem, autentico cristão dos nossos tempos!

Esses três inimigos estão derrotando o catolicismo em todas as frentes, em todos os momentos e de todas as formas possíveis. Eles lutam nas ruas, nas praças, na imprensa, nos escritórios, nas fábricas, nas casas. É uma batalha geral, eles têm sua espada desenhada e seus batalhões implantados em todos os lugares. Este é um fato. Cristo não reina nas vias públicas, nas escolas, no parlamento, nos livros, nas universidades, na vida pública e social da pátria. Quem reina lá é o diabo. Em todos esses ambientes respira o sopro de Satanás.
E nós, o que fazemos? Nos contentamos com a oração, indo à igreja, praticando alguns atos de piedade, como se fosse suficiente “para contrariar toda a imensa conjuração dos inimigos de Deus”. Nós deixamos para eles todo o resto, a rua, a imprensa, as cadeiras nos vários níveis de ensino. Em nenhum desses lugares, eles se encontraram com uma séria oposição. E sim, algumas vezes temos atuado, no entanto, nós o fazemos tão mal, tão raquiticamente, que podemos dizer que não lutamos. Nós cantamos nas igrejas, mas não cantamos para Deus na escola, na praça, no parlamento, encurralando Cristo por medo do ambiente.
Precisamos urgentemente deixar as sacristias, entendendo que a batalha é combatida em todos os campos, especialmente onde as batalhas ardentes contra o mal, são travadas; procuremos encontrar-nos em todos os lugares com os capacetes dos cruzados e lutar sem descanso com as bandeiras levantadas para todos os ventos. Reduzir o catolicismo para a oração secreta, para a queixa terrível, para o tremor e o susto diante dos poderes públicos, quando eles matam a alma nacional e atacam em pleno caminho a Pátria, não é apenas covardia e desorientação apologética, é um crime histórico religioso, público e social, que merece todas as execrações.

Aproveite esse Natal para permitir-se nascer de novo, com a coragem devida, assumindo-se como verdadeiro discípulo e apostolo de Jesus Cristo, nosso General, Senhor e Rei.
Paz e Fogo.
Feliz Natal!
Rodrigo Fumagalli
Discípulo e Formador