Thaína Oliveira, 19 anos.
Ministra de música e vocacionada da Comunidade de Aliança Cristo Libertador.

Fui gerada de um relacionamento jovem. Meu pai tinha 18 anos, um jovem ateu, alcoólotra usuário de drogas. Minha mãe tinha 16 anos, jovem, lidava com a gravidez e um marido de certa forma “doente”. No meio desta confusão eu nasci. Cresci com o sentimento de culpa afinal, eu achava que tinha destruido a vida dos meus pais. Me sentia sozinha a maior parte do tempo com um vazio no coração que nunca se preenchia.
Durante meu processo de crescimento sempre tive minha mãe como inimiga, eu tinha medo do que ela significava para mim. Brigávamos muito e ela sempre me culpava pela vida que levávamos. Me enxergava como um erro, e nada tirava esse sentimento de mim. Desenvolvi um transtorno alimentar por não gostar do meu corpo, cresci me odiando. Sempre tentava mostrar para os meus pais que era uma filha exemplar. Tirava boas notas, tentava ser a melhor em tudo mas não era o suficiente.
Quando cheguei na adolescência, vi minha vida ruir, meus pais já participavam da igreja. Meu pai já tinha tido seu encontro com Cristo, tecnicamente as coisas estavam se ajustando na minha família, mas não para mim. Minha busca por aceitação já se tornava maior, eu precisava ver que as pessoas achassem algo de mim, talvez bonita, inteligente, eu precisava suprir aquele vazio, e mesmo que meus pais me amassem eu continuava a discutir com a minha mãe e não sentia amor algum vindo deles.
Foi quando comecei a praticar a auto mutilação, vivia com os braços cortados e blusas para tapar meus machucados, era a única forma que eu via para me punir por aquilo que eu era, também bebendo e regando a vida com as paixões do mundo. Cheguei no limite onde não me bastava mais me machucar, eu não aguentava mais viver, então comecei a tentar suicídio, tomava diversos remédios juntos, fazia coisas absurdas para tentar tirar a minha vida. Mas Deus já era tão misericordioso mesmo antes de tudo isso, que nenhum dos remédios tinha efeito algum.
Tive um encontro com Cristo na Comunidade Anjos da vida, foi onde pela primeira vez ouvi a voz de Deus, mas eu ainda não me bastava. Através de um vídeo em que postei cantando em minha Rede Social, conheci o Guilherme Maggio, Fundador da Comunidade Cristo Libertador. Ele me convidou para servir no ministério de música, no começo tinha vergonha de cantar e tentava me esconder. Mas, aos poucos fui me soltando e usando o Dom que Deus me concedeu. Ao cantar sinto como se Deus fizesse parte de mim.
Já atuando no Ministério, senti o desejo de fazer o vocacional da CACL.

Como Vocacionada vi a necessidade de amadurecer minha atitudes como Serva, Filha e amiga, e dentre essas decisões vi minha vida se ajustar de acordo com a vontade de Deus. Me aproximando cada vez mais dos meus pais, que hoje me fazem entender o porque de tantas tribulações, e tomando a escolha mais importante que tive até agora, que é assumir o carisma no meu coração, para que antes de apresentar a liberdade para outros, eu tome a liberdade para si.