– por Danyel Cayetano

Nós queremos servir o Senhor, mas a sede de poder e a deslealdade nos impedem de servi-lo em liberdade! Por isso, o Papa usou o momento da homilia na terça-feira (08/11) para nos exortar sobre isso.

Em muitos momentos nós queremos mostrar que mandamos, às vezes com palavras dizendo “aqui quem manda sou eu!” outras vezes tomando certas atitudes e assumindo posturas apenas para mostrar que tem poder. Mas, como diz o Papa, “Jesus reverte os valores da mundaneadade, do mundo.” Quem quiser ser o primeiro, deve ser o último e aquele que é servido, deve agir como aquele que serve.

A deslealdade, que infelizmente também é encontrada na Igreja, acontece quando queremos jogar em dois times rivais ao mesmo tempo, contrariando o que Jesus disse: Não se pode server a dois senhores. (Mt 6, 24)

Ser desleal é diferente de ser pecador. “Todos somos pecadores e nos arrependemos disso, mas ser desleais é fazer jogo duplo, não?” diz o Papa Francisco, “jogar com Deus e jogar com o mundo, não? Isto é um obstáculo.” complementa.

Estes são obstáculos para servir o Senhor, mas não para a vaidade, que cresce com a sede de poder e a deslealdade. Muitos vivem uma vida de vitrine, na qual buscam apenas aparecer e tudo que fazem é para serem reconhecidos. Mas o Papa nos exorta que “assim não se pode servir o Senhor”. Por isso precisamos pedir ao Senhor que nos ajude a nos livrarmos desses obstáculos para que possamos servi-lo livremente.

É claro queremos ser bons servos, porque diferentemente do servo desleal, o bom servo encontra paz. E só temos essa paz pois sabemos que o Senhor nos limpou, arrancou de nós esses sujos obstáculos e agora podemos servi-Lo como bons servos. Sozinhos nós não conseguimos nos livrar desses obstáculos, por isso temos que, diz o Papa, “pedir sempre esta graça, que seja Ele a remover esses obstáculos, que seja Ele a nos dar essa serenidade, essa paz do coração para servi-Lo livremente, não como escravos: mas como filhos”. Vivendo esse serviço como filho livre, nós não podemos nos esquecer que é o Senhor quem fez e faz por nós, por isso devemos nos reconhecer e dizer ao Senhor: “Somos servos inúteis”. Para que a gente entenda que não podemos fazer nada sozinho, mas devemos deixar que Ele faça em nós a sua obra.

Por fim, o Papa Francisco terminou sua fala pedindo “Que o Senhor nos ajude a abrir o coração e deixar trabalhar o Espírito Santo, para que remova de nós esses obstáculos, especialmente o desejo de poder que faz tanto mal, e a deslealdade, a dupla face de querer servir Deus e o mundo. E assim nos dê essa serenidade, essa paz para poder servi-Lo como filho livre, que no final, com muito amor, Lhe diz: ‘Pai, obrigado, mas o Senhor sabe: eu sou um servo inútil”.