– Por Laís Cardoso
Santa Alice, também conhecida como Santa Alice de La Cambre, nasceu na Bélgica, no século 12, na cidade de Schaerbeck, perto de Bruxelas. Viveu uma vida oculta, dentro de um mosteiro, desde criança, com apenas sete anos de idade, a pequena Alice manifestou grande desejo de ser freira. Sempre sentiu que o chamado de Deus para sua vida era para a vida religiosa e, em especial, para a vida monástica cisterciense, ordem religiosa muito rigorosa, que segue a regra de São Bento.
Quando chegou à adolescência, por volta do ano 1200, Santa Alice contraiu lepra, doença na qual naquela epoca era incurável, dada a falta de conhecimento das necessidades sanitárias básicas, condenava a pessoa a uma morte social, sofrida e demorada. Mesmo no mosteiro, Alice teve que ser separada do convívio com as outras monjas, por conta de ser contagiosa, por tudo isso, ela passou a sofrer muito.
Anos mais tarde, Alice ficou cega e paralítica. Por isso, passou a depender mais ainda da caridade das outras irmãs.
Mesmo vivendo todos esses sofrimentos, Santa Alice tinha uma profunda fé na presença de Jesus Cristo na Eucaristia.
Nas poucas vezes que conseguia comungar (por causa do lugar onde tinha que ficar) ela se rejubilava e sentia extremamente consolada e feliz, mesmo em meio aos grandes sofrimentos que padecia.
Passava quase todo o seu tempo em oração, cantando louvores a Deus por ter-lhe dado o dom mais precioso: a vida e o conhecimento de Jesus Cristo.
E nós? Em meio nossas dificuldade, louvamos a Deus? Que seguimos os ensinamentos de Santa Alice e sejamos fiel a Deus em meio a todas as dificuldades e tribulações, porque Deus não deixa nunca de ser Deus.
Santa Alice veio a falecer no ano de 1250, com fama de santidade e foi canonizada séculos depois de sua morte, quando milagres foram estudados e comprovados pela Igreja. Sua canonização aconteceu no ano de 1907 pelo Papa Pio X.