– por Danyel Cayetano

No dia 25/10, em sua homilia, o Papa Francisco nos lembrou que o Senhor quer precisar da nossa colaboração para a construção do Reino de Deus e temos que escolher entre a docilidade ao Espírito Santo, que fará com que o Reino cresça, ou a rigidez da imobilidade, que é mais cômoda, mas não permite o crescimento nem ao Reino nem a cada um de nós.

“Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. (Lc 13, 18-21)

O Reino de Deus, explica o Papa, não é algo que acontece longe de nós, que já está bem estruturado e é quase inalcançável. O Reino de Deus, assim como nessa parábola que Jesus usa para explica-lo, é construído e cresce quando deixamos as mudanças de Deus acontecerem nas coisas simples do cotidiano. O grão de mostarda deixa de ser uma semente para se tornar uma árvore, bem como o fermento deixa de ser fermento e se mistura com a farinha para se tornar um pão.

Isso é ser dócil ao Espírito Santo: Caminhar para deixar de ser o que era e assim se tornar algo melhor e mais útil aos outros. “A farinha deixa de ser farinha e se torna pão, porque é dócil à força do fermento”, disse o Papa, “”A farinha é dócil ao fermento,” cresce e o Reino de Deus “é assim”. “O homem e a mulher dóceis ao Espírito Santo crescem e são dom para todos”, complementou. Entretanto, se não caminhamos nos tornamos rígidos. E o rígido olha para o Senhor como um patrão que manda e obriga ao invés de compreende-lo como um Pai que cuida e direciona.

O Papa encerra sua fala retomando a importância que a docilidade ao Espírito Santo tem para que o Reino seja construído e clama que o Senhor conceda a todos a graça da docilidade.