Na manhã desta terça feira, 04 de outubro, o Papa Francisco realizou um desejo: visitar a cidade de Amatrice, no centro da Italia, que em agosto do ano passado foi devastada por um terremoto de 6 graus na escala Richter, deixando centenas de mortos e 4 mil pessoas, que ainda hoje vivem acampadas em instalações da Defesa Civil.

 

A visita de Francisco, foi se “surpresa”. Desde o terremoto, Francisco sentiu a necessidade de ir até o local, mas sabia que a ua visita na época seria um incômodo, pois os cidadãos estariam preocupados com a hospitalidade do Pontífice, em um momento difícil, e Francisco não queria causar esse incômodo. Passado certo tempo, eis que chegou a hora da visita tão necessária!

Francisco desejou rezar uma Ave-Maria com os presentes, encorajando-os: “Vamos avante, há sempre um futuro. Muitas pessoas queridas nos deixaram, caíram sob os escombros. Coragem, olhemos sempre para frente. Ajudemo-nos uns aos outros, pois se caminha melhor juntos. Obrigado”.

“Esperança” – essa foi a expressão deixada pelo Papa para cada uma das pessoas.

É pela esperança que continuamos a caminhar, a viver, a acreditar em algo melhor. Não a percamos de vista!

O silêncio:

Após esse momento, Francisco foi até a “zona vermelha”, que é fechada por razões de segurança, e se aproximou o máximo permitido dos escombros, e lá permaneceu por alguns minutos para rezar.

O Pontífice ainda passou em outros locais atingidos, e se despediu do povo com ternura e esperança.

 

O silêncio para não atrair a mídia:

No Vaticano, reinou o silêncio sobre esta data, já que o Papa não queria uma viagem anunciada e a presença maciça da imprensa. Os próprio bispos das duas dioceses atingidas, tiveram confirmação apenas na manhã da chegada do Papa.

4 dias após o terremoto, na oração do Angelus de domingo, 28 de agosto, o Pontífice expressou sua proximidade espiritual aos habitantes atingidos pelo cisma e anunciou: “Assim que for possível também eu espero poder visitar-vos, para vos levar pessoalmente o conforto da fé, o abraço de pai e de irmão, o amparo da esperança cristã”. 

Domingo (02/10) à noite, retornando do Azerbaijão, Francisco reafirmou a intenção de visitar a região, mas não mencionou a data. “Irei sozinho, como sacerdote, como bispo, como Papa, mas sozinho. Quero estar próximo das pessoas”.