Ontem, tivemos mais uma catequese da Misericórdia, e Francisco definiu a leitura do Evangelho de Mateus, como: comovedora. 

Para começar, o Papa quis explicar algumas expressões usadas no Evangelho, como: “vinde a mim”, “tomai o meu jugo”, e “aprendei de mim”.

  • Vinde a mim

Nesse primeiro caso, Jesus quer falar com os cansados e oprimidos, lhe oferencendo a sua misericórdia. Essa expressão significa muito, pois essas pessoas não tinham amigos, eram esquecidas, mas quando são convidadas por Jesus e vão até Ele, elas encontram consolo para a vida. Em cada diocese, em cada país, todos os povos passam pela Porta Santa, e passarem fazem esse mesmo gesto, de ir ao encontro do Senhor, fonte inesgotável de amor.

 

  • Tomai o meu jugo, é um vínculo com o povo

Comunhão. Essa é a palavra chave dessa expressão, precisamos estar em comunhão com Jesus, tornarmos participantes do mistério da cruz e da salvação junto com ele. Esse é o vínculo que une o povo a Deus. A dor que carregam os pobres, doentes, esquecidos, é a mesma dor que Jesus carregou na cruz.

  • Aprendei de mim

Enfim, a exortação “aprendei de mim” feita aos humildes e pequenos, porque compreende os pobres e sofredores e Ele mesmo é pobre e provado pelas dores, tendo carregado sobre suas costas os pecados da humanidade inteira. “Nele – explicou o Pontífice – a misericórdia de Deus assumiu a pobreza dos homens, doando a todos a possibilidade da salvação”.

 

 

Continuando,  Francisco questionou:

“Por que Jesus é capaz de dizer estas coisas? Porque Ele era um Pastor que estava em meio às pessoas, aos pobres. Trabalhava todos os dias junto com eles. Ele não era um ‘príncipe’.

E nesse questionamento, vemos que muitos padres acabam se distanciando do povo, se tornando “príncipes”. Esses ‘padres’ são repreendidos por Jesus, porque esse não é o Espírito Dele.

Para concluir sua catequese, o Papa deixa um consolo aos fiéis:  “Para todos há momentos de cansaço e de decepção”; somos chamados  a aprender do nosso Deus o que significa “viver de misericórdia” e sermos instrumentos de misericórdia.

É na cruz do Senhor que encontramos o conforto, por isso Francisco encerrou a catequese dizendo:

“Coragem! Não deixemos que nos tirem a alegria de ser discípulos do Senhor. Não deixemos que nos roubem a esperança de viver esta vida com Ele e com a força da sua consolação”.

 

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