#PalavradeFundador
A Paz do Cristo Libertador, leitores!

“A oração, saibamo-lo ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d’Ele” (CIC 2560).

É maravilhoso saber que por meio da oração há o encontro entre eu e Deus! Mas, e quando me encontro comigo? E com o outro? Aliás, é possível viver esse encontro?

Costumo e não me canso de dizer que, nossa Igreja, Una Santa Católica Apostólica Romana é extremamente rica, e não me refiro aos bens materiais, fico com as orientações como riqueza, pois essa sim expressa pura e verdadeiramente a nossa maior Riqueza: o Cristo, a vida do Cristo! Ela sim nos leva à imitação do Cristo!

Após nos ensinar a verdadeira ORAÇÃO, o “Pai Nosso”, Jesus nos ensina a JEJUAR em segredo “…quando jejuares, unge tua cabeça e lava teu rosto, para que os homens não percebam que estás jejuando, mas apenas teu Pai, que está lá no segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6, 17-18). Logo, é no jejum que vivemos o eu comigo, ou melhor, eu comigo na mortificação da concupiscência do sentido que é a morte.

Seguido do quarto e quinto mandamentos da Igreja: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja, determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas”. E “‘ajudar a Igreja em suas necessidades’ recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades” (CICI – § 2043). Cabe a nós uma pergunta: e quanto às nossas atitudes: nos fechamos a nós mesmos e não olhamos a necessidade do irmão? Ao me encontrar comigo no jejum, como me encontro com o outro?

“Tu, porém, sê indulgente para com os humildes, não faças esperar tuas esmolas. Por causa do mandamento, socorre o pobre; em sua necessidade, não o despeças sem nada. Sacrifica teu dinheiro por um irmão e um amigo, não se enferruje ele, à toa, debaixo de uma pedra” (Eclo 28, 8-10). É na esmola que se acontece o doar-se, ou seja, o momento do “eu com o outro”.

Entretanto, que seja, eu e Deus, eu com comigo mesmo, ou ainda, eu com o outro, o ser humano vale pela responsabilidade de seus atos. E atos como a oração verdadeira nos aproximam do Pai que está no Céu. Assim como a prática do jejum que nos ajuda a dominar nossos instintos, ao ponto de, na liberdade do nosso coração, enxergar e atender às necessidades que estão à nossa volta, colaborando com o Reino!

A máxima da caridade é a verdade! Que sejamos verdadeiros com nossos atos. Concluo aqui com a frase do nosso carisma: Ser Sinal da Verdade e da Liberdade do Cristo em toda a realidade de escravidão humana!

Deus nos abençoe
Letícia Oliva – Co-Fundadora