– Por Ariane Fumagalli

Que tarefa difícil os papais enfrentam quando chega o momento de levar os filhos à Santa Missa. Quantos olhares de recriminação, cochichos e cara feia, pois crianças gritam, choram, correm, riem alto, querem comer, fazer xixi. Tudo isso enquanto acontece a celebração. Muitos pais, conscientes da importância desse sacramento, sentem essas dificuldades, porém, o Papa Francisco vem nos dizer: “Paciência e Coragem!”.
Mas como fazer? Não é melhor ficarem em casa?
Nada melhor do que o exemplo dos pais, pois é através do testemunho/exemplo que as crianças aprendem, ou seja, aprendem muito mais vendo do que ouvindo. Não adianta dizer que é bom se não experimentarem. Como o próprio Papa Francisco fala, em um mundo de imagens, telefones, tablets, só as palavras não servem! Temos que dar exemplo, sermos exemplo.
“Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que estás nos céus” (Mt 18, 10).
Em nossa Comunidade temos a Graça de termos muitas crianças, filhos de discípulos e seguidores da obra. Então, nós papais, decidimos em comunhão com os fundadores, dar um passo mais maduro na fé e começamos a fazer com que as crianças participem da missa conosco. A proposta é simples: cada criança com seu papai, sem lanchinhos ou brinquedos, porém, atentos às duvidas e questionamentos dos pequenos. Tudo muito novo, claro, e muitas vezes parece que estamos indo pelo caminho errado, mas quão gratificante é quando vemos as crianças de dois, três anos já fazerem o Sinal da Cruz e mandarem beijo ao Papai do Céu.
Temos também exemplos de outras comunidades que passam pelo mesmo processo de ensinamento, como é o caso da Comunidade Do Caos à Glória. A consagrada Gisele do Carmo, mãe de três filhos, nos diz o seguinte: “Cada domingo é de um jeito. São crianças e cada uma tem sua personalidade, mas vemos que a cada dia eles têm melhorado e aprendido. Às vezes nos preocupamos ou nos desesperamos por não termos o resultado como queríamos ou em nosso tempo, mas a educação é assim, vamos falando, fazendo, ensinando e lá na frente vemos o resultado!”.
Então, papais, não se desesperem, pois tudo tem seu tempo. Crianças são como pedras preciosas que precisam ser lapidadas para que fiquem prontas da forma como o Senhor deseja. Que nosso coração se alegre, pois temos o privilégio de poder cuidar, educar e amar um filho de Deus, uma criança confiada a nós, para que se tornem homens e mulheres virtuosos.
Tendo a certeza em nosso coração que Jesus se alegra com a presença dos pequenos em missas, grupos de oração e afins, que sejamos firmes e pacientes, nos policiando em nossas atitudes e mostrando que estar na casa de Deus é e sempre será o melhor lugar para elas estarem.
“Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus” (Mt 19, 14).
Fiquem com Deus!