– por Danyel Cayetano

No dia 12 de dezembro (última segunda-feira) a nossa Igreja teve a graça de celebrar o dia de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira das Américas. Nesse dia, o Papa Francisco presidiu a missa em sua honra. No momento da homilia, o Papa lamentou sobre a nossa sociedade que se orgulha dos avanços tecnológicos, mas pouco se importa com a vida daqueles que não tem o mínimo necessário para viver com dignidade.

Voltando sua visão para as Américas, Francisco se expressa dizendo: “Como é difícil exaltar a sociedade do bem-estar quando vemos que o nosso querido continente americano se acostumou a ver milhares e milhares de crianças e jovens de rua mendigar e dormir em estações de trem e metrô, ou em qualquer lugar que encontram. Crianças e jovens explorados em trabalhos clandestinos ou obrigados a procurar trocados nas esquinas, limpando vidros dos carros e sentindo que não há lugar para eles no ‘trem da vida’.”. O Papa lembra também das famílias que sofrem vendo seus filhos morrerem nas mãos do que ele chamou de “mercados da morte”, da violência sofrida pelas meninas dentro e fora de casa e da solidão na qual vivem tantos idosos.

Diante desses cenários nós podemos questionar a fé, mas é nesse momento que Maria, com seu exemplo, vem nos fortalecer, pois, como disse Santa Isabel ao vê-la gravida de Jesus: “Feliz aquela que acreditou”.

O Pontífice nos diz que nunca seremos órfãos, pois Maria é nossa mãe. Onde a mãe está, mesmo que haja desentendimentos, a harmonia acontece. Celebrar Maria é reafirmar que nós vivemos a esperança, mesmo com tantos motivos para perdê-la.

Francisco ainda elogiou e demostrou-se admirado com a garra de tantas mulheres latinas americanas que criam sozinhas a seus filhos e terminou nos exortando: “Celebrar sua memória é celebrar que nós, como ela, somos convidados a sair ao encontro com os outros: “Não tenhamos medo de sair e olhar os outros com o seu olhar, um olhar que nos torna irmãos.”