O encontro do Papa Francisco com os fiéis ontem na Praça São Pedro teve como tema “o perdão na Cruz”. A reflexão foi em torno das palavras de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” e do dos malfeitores crucificados com Jesus.

Um dos crucificados se dirige a Jesus insultando-o, afinal se ele era o Cristo, porque não se salvava e à todos ali? Porém seu grito era de angústia, de desespero, pois frente a morte, só Deus poderia dar-lhe uma resposta de salvação.

Jubileu, tempo de graça para bons e maus…

A doação de amor e eterna salvação se cumpre quando Jesus, em meio a dois criminosos, morre crucificado. Essa crucificação em meio à essas pessoas, carrega a mensagem de que a misericórdia de Deus, pode chegar a todos, em qualquer lugar, em qualquer condição, por mais dolorosa que essa possa ser. Jubileu, é tempo de graça, e graça para todos! Na saúde ou na doença, como um matrimônio, é eterna. Nada pode nos separar do amor de Cristo!

Francisco ainda prossegue: “A quem está crucificado numa cama do hospital, a quem vive recluso num cárcere, a quem está encurralado pelas guerras, eu digo: Levantai os olhos para o Crucificado. Deus está convosco, permanece convosco na cruz e a todos se oferece como Salvador”.

O bom ladrão que respeita Deus…

Poderia um ladrão respeitar a Deus? Em seu momento mais intenso e profundo de arrependimento, o segundo crucificado se dirige a Jesus, temente a Deus, dando a Ele o respeito que Ele merece. Ele se dirige a Jesus, confessa seus pecados, e pede por ajuda, recorre a misericórdia do Pai através do Filho crucificado. Ele se torna modelo de cristão entregue a Jesus.

 

Perdão em gestos concretos…

Com tal ação e confissão, tudo o que Jesus diz é: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso.”, e ah que promessa maravilhosa. Ela é a conclusão, o pleno cumprimento da missão de Jesus nessa terra. Ele que é o rosto da misericórdia do Pai, ele que é a misericórdia. Jesus oferece num gesto concreto a salvação para o “bom ladrão”, e não apenas palavras.

Que a força do Evangelho penetre o mais íntimo dos nossos corações, nos consolando, nos dando esperanças, e principalmente nos ensinando a sermos misericordiosos, na certeza que ninguém está excluído do perdão divino.