POR Guilherme Maggio

A paz, galera!

Nesta última semana falamos do demônio da gula que ataca a área da alma que cuida dos desejos. Quando pensamos em desejos, logo nos vem a palavra PAIXÃO. E paixão todos já sentiram, não há como negar. Se não sentiram, ainda vão sentir por coisas, pessoas, situações e assim vai. Mas o que gula tem a ver com paixão? Gula é o desejo exagerado de comer e a palavra em si vem do mesmo radical de ‘boca’. Paixão é o interesse excessivo, a atração da pessoa apaixonada por algo ou alguém.

Alguém que come demais, que bebe demais, que não se sacia com nada e que entende que o prazer oferecido pela degustação é inerente ao seu ser, é alguém que com certeza em breve estará apaixonado por coisas que te satisfaçam em outras áreas. A compulsão, por exemplo, é ocasionada pela gula, pela paixão, pelo prazer proveniente do consumo de drogas, comidas e bebidas. O guloso se apaixona facilmente e facilmente se torna ainda mais guloso, o que o leva para os mares turbulentos da luxuria e da avareza, e para um círculo vicioso que só acaba na morte.

Este pecado ou demônio, é mais difícil de se controlar para pessoas que tiveram uma má adaptação na ‘fase oral’ de suas vidas, quando ainda pequenos não fizeram o luto daquilo que primeiro nos traz prazer: a boca. Até falar demais pode ter origem neste pecado.

Santo Ambrósio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem se deixar submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei, porque é capaz de reger a sua própria pessoa”.

Usemos da temperança para controlar os impulsos e devaneios que nos levam a uma vida desordenada e podem nos levar ao inferno. Eu diria que, pior do que ir para o inferno, os pecados capitais nos fazem perder o céu, e sem a esperança do céu, o inferno já é a realidade.

Fogo de Elias!