A Paz do Cristo Libertador leitores!

“Se faço o que não quero, reconheço que a Lei é boa. Na realidade, não sou mais eu que pratico a ação, mas o pecado que habita em mim. Eu sei que o bem não mora em mim, isto é, na minha carne. Pois o querer o bem está no meu alcance, não porém o praticá-lo. Com efeito, não faço o bem que quero, mas pratico o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que ajo, e sim o pecado que habita em mim.” (Rm 7, 16-20)

Não teríamos outra passagem, tão direta quanto essa, para falarmos de nossas atitudes contaminadas pela mácula do pecado desde Adão e Eva, que nos leva a refletir sobre a nossa essência em sermos bom, alcançando com esforço as virtudes da Justiça, Temperança, Fortaleza, Prudência, bem como a Fé, Esperança e Amor.

A luxúria é um vício ligado ao nosso instinto, à sexualidade, mais do que o ato sexual, são pulsões, instintos que nos levam ao desejo. Desejo é vontade, expectativa de possuir, instinto físico que impulsiona o ser humano ao prazer. Sendo o prazer, uma sensação ou emoção agradável, ligada à satisfação de uma vontade, uma necessidade, do exercício harmonioso das atividades vitais, uma alegria momentânea e, por ventura, passageira. Logo, este pecado, é o ato de provocar amor ou desejo sexual de forma mais intensa, porém equivocada, e o mal-uso da sexualidade.

Já pensou nas consequências de seus atos? No controle dos seus desejos? Ou persiste em cair na cilada de deixar de viver seu chamado, como filho de Deus, enquanto se mancha por uma prática impensada? O mundo de hoje nos seduz com desejos altamente impulsivos a provocar esse desequilíbrio, nos envolvendo na moda, espetáculos, shows, programas e propagandas de televisão, mídias sociais, com apelo sexual, corpo sem vestes, imagens prazerosas e lastimáveis. Tentando as nossas ações à irem por um caminho de contra testemunhos de membros de Cristo que somos. Forçando a separação entre sexo, amor e geração de vida, quando ambos estão intimamente ligados. Banalizando o que é íntimo, privado, colocando máscaras do liberalismo no público, destruindo a Liberdade e a Verdade do Cristo em si próprio.

Diz-nos um autor Anselm Grun que “faz parte da natureza humana, e não nos é possível simplesmente eliminá-lo, é preciso que seja imposta a medida correta para vivermos. Equilíbrio, autodomínio, autocontrole e a certeza de querer seguir os mandamentos e leis de Deus”.

E a principal ferramenta para alcançarmos uma reta medida para este pecado é a virtude da CASTIDADE.

 

O sexto mandamento de Deus nos ensina a não pecar contra a castidade. Evidente então, que, quando cometemos um pecado estamos dando preferência a nossa lei, à lei de Deus. Pensando em uma jóia, os ourives falam que quanto mais puro for o ouro, maior seu valor. Castidade significa puro, e quanto mais puro maior o seu valor. Ela é a virtude que valoriza e purifica o amor humano, livre de deturpações, sem egoísmo e, simplesmente, satisfação nas relações. O egoísmo faz impuro o amor, às vezes pode até disfarçar-se de amor para obter o que quer do outro, pois busca os próprios interesses antes que o bem dos demais.
Portanto, cuidado com nossos exageros nas relações, com os impulsos exagerados, para não deformar e destruir um amor, um afeto verdadeiro entre dois seres. Busquemos um domínio pessoal para que o amor cresça e amadureça, dê bons frutos. Cuide se com a castidade, com o respeito mútuo, colocando os limites claros e lutando juntos para manter o AMOR que nos une.

Graça e Paz

Letícia Oliva – Co-Fundadora